Acabo de chegar do almoço...lembrei de você em Minas, quando fomos à Pampulha passear com a Tia Preta, Alyssa-sua prima, e o Steve. Lembra que depois do almoço fomos ao parque e você tomou água de coco? Pois assim vou levando as horas do dia e administrando minha enorme e incontrolável saudade.
Fico pensando nas pessoas que conseguem ficar longe dos filhos e, pelo menos aparentam, ser a coisa mais normal do mundo. Para mim tem sido um permanente transtorno viver sem ter você por perto. A vida está meio sem sentido, sabe? O duro, filho, é saber que tudo, ou quase tudo, é de minha responsabilidade...eu não estava aguentando viver em Cuiabá...nem o amor que tenho por você me fez ver o quanto mais eu iria sofrer tendo sua permanente ausência do meu dia a dia.
Mas sonho que um dia isto possa ter fim...quem sabe?
Fico aqui e volto a labuta...
Te amo, filho
Seu Pai
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