
Filho mais querido.
Hoje, 24 de maio de 2010, do trabalho saí correndo porque havia pensado o dia todo em você. Corri para casa porque queria criar este espaço para nós, ou melhor, para mim. Pois, acho que será o único lugar onde poderei falar contigo todas as horas em que eu quiser, claro, se houver acesso a internet.
Neste primeiro escrito coloco duas imagens que são muito importantes para seu pai: uma quando eu era criança e outra segurando o "bem" mais precioso que um homem pode ter na vida que é segurar seu filho e amá-lo. E olho para você e lembrei do quanto amei meu pai e estava ali amando, com o olhar, meu filho.
Eu te amo muito filho...tanto que nem sei aguentarei ficar longe de você...não sei se meu coração suportará a dor da saudade que sinto todos os dias, todas as horas, todos minutos e todos os segundos. É uma dor que atravessa a alma e dói profundamente em meu ser.
Confesso, filho, que qualquer criança que vejo, não importa onde e como, pode ser na pracinha aqui perto de casa(aquela em que você brincou, lembra?), na rua ou até mesmo em fotos ou filmes...qualquer miúdo(como dizem os portugueses) me lembra você. Me alegro por sua existência e me entristeço por estar tão longe de seu olhar, do seu cheiro, de ouvir sua voz...na verdade, estou longe da minha vida.
Te amo.
Seu Pai...
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